sexta-feira, 11 de dezembro de 2015
Vídeo sobre queimadas na caatinga
A TV Caatinga lança vídeo que aborda o problema das queimadas Confira!
quarta-feira, 9 de dezembro de 2015
De Oxum para Francisco - Juazeiro e Petrolina em festas na água
Ontem, oito de dezembro, no calendário Católico foi dia de Nossa Senhora da Conceição. Pela via do sincretismo religioso, foi o dia de Oxum, a rainha das águas doces, orixá da beleza e do amor.
Tanto o lado do rio de Petrolina, quanto o de Juazeiro foram marcados por expressões de fé, de culto e religiosidade. A estética e manifestações de experiências religiosas compartilhadas por filhos, pais e mães de santo, assim como de devotos e curiosos, proporcionou um encanto a mais nas margens do Velho Chico.
A principal oração se dirigia a proteção do Rio, ao cuidado com as águas... De um Orixá ao Santo Francisco.
Eis aí uma demonstração humana (ou de sua transcendência) de boniteza. E quem pôde passar em uma das margens de Jua - Petro sentiu das boas energias.
Axé!





quarta-feira, 2 de dezembro de 2015
Mobilização Mundial pelo Clima no Vale do São Francisco
Mais um importante passo foi dado, rumo ao futuro que todos nós desejamos. Um futuro responsável, energeticamente limpo e com a certeza que de o amanhã será "verde".
Abraço a todos!
Até o próximo passo (espero que seja logo)!
Abraço a todos!
Até o próximo passo (espero que seja logo)!
Evento realizado no dia 29 de novembro de 2015, na Orla Nova de Juazeiro - Bahia.
domingo, 22 de novembro de 2015
O que é uma estrela sem esperança? O que é o fogo sem o seu calor? O que é um rio sem a força? O que é a terra se não for para plantar?
A
esperança de um povo não pode vir sem a determinação e a força de querer mudar,
assim como o agrupamento de pessoas não faz sentido se não for por sua união e
coletividade.
O
homem do sertão corre o risco de olhar para o céu, ver as estrelas e não
acreditar e nem ter esperança no amanhã. O homem trabalhador dessas caatingas
percebe seu calor, seu suor correr em vão... Suas forças estão indo embora
quando muitos labutam e nada têm. Mas tudo isso parece ter causa própria. Certa
vez ouvi dizer que o Nordeste funciona como uma grande fábrica de gente. Aqui
sempre tem mão de obra-barata, a vontade, quando quiser. Não é atoa que a
população do nordeste construiu São Paulo, Brasília e encheu de gente o Norte
do país. Tudo isto a custa de muitas vidas humanas, de muito sofrimento e de
muita dor.
Os
salvadores da pátria sempre estão reaparecendo para “vender” esperanças, para
prometer melhoras, mas na verdade tudo permanece o mesmo. O homem nordestino,
de grande em qualidades fica pequeno, humilhado, escondido e debaixo das asas
dos seus coronéis, afinal estes ainda lhe dão as sobras de uma sobrevivência.
A
vida, a esperança, a liberdade, o acreditar num dia melhor, a vontade de lutar,
são como as matas secas do sertão; quando a gente pensa que elas já estão
mortas, lá vem uma chuvazinha e tudo verdeja novamente de um modo exuberante.
O
povo desse lado, o povo nordestino, é como essa mata seca, aparentemente morta,
mas basta um pouco d’água para reacender as esperanças, fortalecer a todos e se
libertar da miséria.
Mas
de onde pode vir essa chuva? Essa chuva que estamos falando não vem do céu.
Essa chuva que estamos falando vem da consciência, da consciência de que todos
juntos, lutando por causas comuns, ficam mais fortes do que cada um lutando por
si; vem ainda da consciência de que não se pode mais manter o velho modo de
administrar o que é público, ou seja, as políticas corporativas, fisiológicas e
fraudulentas; da consciência de não precisar temer o novo, de arriscar a ser
livres.
A
consciência é lugar da chuva, é lugar das boas irrigações de idéias,
florescimento das ações que transformam a terra e os homens. A consciência da
condição de ser homem trabalhador pudendo fazer sua própria história é
semelhante ao rio caudaloso e cheio de vigor que impõem soberano suas águas as
margens e prossegue no seu destemido destino que é o encontro com águas
maiores.
sábado, 7 de novembro de 2015
Entrevista com o professor Paulo Artaxo
Entrevista com Paulo Artaxo
Paulo Artaxo é membro do IPCC.
(detalhe, a sala onde foi dada a entrevista fica encima da minha antiga sala, que eu dividia com mais outros cinco né!. . .)
sábado, 31 de outubro de 2015
Flagras "de-espero"
Eis aqui alguns flagras registrados hoje quando pedalava em direção ao Cais do Remanso Velho (cidade tragicamente inundada pelo ambicioso projeto hidroelétrico da CHESF, quando construiu o Lago do Sobradinho - até pouco tempo atrás, o maior lago artificial, em espelho d'água, do mundo - não que devamos ter orgulho disso, mas que possamos refletir...)
O que me chama atenção é vastidão do nada que emerge. Ao chegar na beira do cais, a ventania me balançava e lançava areia, me impedindo de enxergar direito. Fiquei a meditar sobre aquele deserto... Será esse o destino disso tudo? Será aqui o começo da cova do Velho Chico?
Ainda no pedal, via os carros pipas passando... uma trava do cano de água aparentemente sem uso e um novilho morto, apodrecido e sendo comido por outros bichos.
Via ainda caminhões pipas passando para um lado e outro. Dizem que a despesa com o combustível está altíssima para a prefeitura (não só em relação aos caminhões, mas também no que diz respeito a bomba que draga água, cada vez mais longe, para abastecer a cidade de Remanso).
Uma garrafa plástica de água mineral na beira da estrada me chamou atenção. A água presa, engarrafada, pura, límpida, mas presa, não disponível... Um anúncio, um sinal, do comércio da água? Um alerta do que estar por vir, ou seja, a privatização desse bem humano?
Ao lado de tamanha "devastação" havia traços do nosso tempo: lixo. Lixo em plásticos, em sacos, embalagens coloridas e cintilantes, mesmo que já desbotadas pela ação do sol, revelam o modus operandi de uma civilização. Fico a imaginar cientistas arqueólogos desvendado os segredos do nosso tempo ao reencontrar tais vestígios a mil anos lá frente. O que diriam? Como nos avaliariam? O que pensariam do nosso modo de vida?
Flagras de morte, de réstias de vida resistindo, de desesperos, de espero, de esperanças.. quiçá! Teremos ainda tempo?
sexta-feira, 23 de outubro de 2015
O São Francisco tem data marcada para morrer: fim de novembro
O Operador Nacional do Sistema (ONS) de energia no País deu o alerta: o reservatório de Sobradinho, que está com pouco mais de 5% da capacidade, deve entrar no volume morto no final de novembro. Isso significa que o rio vai cortar, interrompendo seu tênue fluxo d’água.
Um total de R$ 529 mil foi autorizado nesta quarta-feira (21) pela Secretaria de Infraestrutura Hídrica e Saneamento (SIHS) para dar início às ações de apoio aos municípios localizados às margens do Lago da Barragem de Sobradinho. Os recursos são destinados para a aquisição de equipamentos, identificação de pontos de captação de água e intervenções emergenciais em pequenos sistemas de abastecimento nas sedes municipais e seus distritos.
O diagnóstico emergencial já foi feito nas cidades de Barra, Bom Jesus da Lapa, Carinhanha, Casa Nova, Curaçá, Juazeiro, Paratinga, Pilão Arcado, Rodelas, Remanso, Sento Sé, Serra do Ramalho, Sítio do Mato, Sobradinho e Xique-Xique. O Lago de Sobradinho se encontra hoje com 5,59% do seu volume útil de armazenamento.
A previsão de chegada ao volume morto é no final do mês de novembro, quando o nível da água alcançará 5,45 bilhões de metros cúbicos, suficiente para garantir o abastecimento de água para consumo humano por mais 3 meses, até o retorno do período de chuvas.
Matéria extraída em 23/10/2015 no https://jornaloexpresso.wordpress.com/2015/10/22/o-sao-francisco-tem-data-marcada-para-morrer-fim-de-novembro/
O que será do Centro de Petrolina...
By André
Luiz
Para muitos, a
história é construída a partir da destruição do passado pela construção do
presente. Digamos uma destruição criativa, que por vezes, pelo menos penso eu,
só é criativa no sentido de criar, ou criar novamente, longe do sentido de
criatividade e, em muitos casos, anos luz distante de uma lógica Humana, que
preze pelo bem viver de uma sociedade justa. Parece-me que é nesta perspectiva,
que a história do Centro de Petrolina vem sendo ré criada.
Dentre os seus
marcos fronteiriços, do Viaduto Barranqueiro ao Monumento da besteira, da Orla
ao Campo de Aviação, Da Av. Monsenhor Ângelo Sampaio à Av. das Nações, o Centro
é um Bairro que sempre domiciliou Comércios _desde Cebola à Autopeças, passando
pelas febres comerciais das óticas, farmácias, 1,99, móveis, roupas, shoppings,
e etc_ Serviços_ saúde, jurídicos, educacionais, alimentação_ Lazer, com
destaque para o estádio da Associação Rural de Petrolina e a Concha Acústica,
e, principalmente, residências, inclusive, a grande maioria, dos locais onde
hoje estão instalados algum tipo de comércio ou serviço no Centro de Petrolina
um dia já foi uma residência, diga-se de passagem que muitas delas com
composições estéticas belíssimas que guardavam e, em alguns casos, conservavam
os estilos arquitetônicos de suas épocas, que vêm sendo destruídos ao longo dos
anos, com enfase nos últimos vinte anos, pela construção da história, uma
triste história. Todavia, vale ressaltar que a história não é resultado de
uma ação do destino e sim de uma ação humana ou, em muitos casos,
desumana.
No Centro de
Petrolina a ação humana, que, a meu ver, deveria ser planejada, comandada,
orientada, coordenada e controlada pelo poder público em prol do bem viver de
uma sociedade justa, vem sendo norteada pura e simplesmente pelas lógicas do
individualismo, da competição, da ganância, da indiferença e, o que é pior, da
insustentabilidade, das quais, infelizmente, parecem ser mais poderosas do que
o poder público e até mesmo da lógica do bem viver.
Penso eu que
somente a movimentação daqueles que acreditam que estas lógicas, ou força que a
soma delas resultam, são totalmente insuficientes para propiciar uma sociedade
justa e que tenha, de direito e de fato, as oportunidades de vivenciarem uma
vida bem vivida. Este Movimento poderá mudar o pensamento de pessoas e, ou
inserir outras pessoas, com pensamentos de criação criativa, nas arenas de
decisões, nas quais são definidas as ações humanas que podem construir uma
história mais feliz para o Centro de Petrolina.
Movimento Pela
Vida do Centro.
segunda-feira, 19 de outubro de 2015
Vamos nadar num Rio ou na merda...
Por André Luiz
O problema das Baronesas na margem do Rio São Francisco na cidade de Petrolina, se é que as Baronesas são um problema, é reflexo do aumento da produção e lançamento diretos e indiretos de esgotos domésticos nas águas do Rio São Francisco, que por sua vez é umaconsequência do crescimento desordenado da população da Cidade de Petrolina, diga-se de passagem, três vezes maior que a média estaduale nacional, com destaque para verticalização do Centro da Cidade, principalmente, em sua Orla.
A quantidade de esgoto produzida é resultado do produto de uma conta simples, basta multiplicar a quantidade de esgoto doméstico produzido porcada habitante vezes a quantidade de habitantes da população de Petrolina.
Uma única pessoa produz em média 160 litros de esgoto doméstico por dia, que totalizam 58.400 (cinquenta e oito mil e quatrocentos) litros de esgoto doméstico por ano, dos quais 1.168 (ummil e cento e sessenta e oito) litros são de fezes, 1.752 (um mil e setecentos e cinquenta e dois) são de urina e os outros 55.480 (cinquenta e cinco e quatrocentos e oitenta) litros são de águasoriundas dos banhos, pias e tanques.
Segundo estimativas do IBGE a população de Petrolina em 2014 foi de 326.017 (trezentos e vinte e seis mil e dezessete) habitantes, dos quais 243.120 (duzentos e quarenta e três mil e cento e vente) residem na zona urbana, população estaque será utilizada no cálculo abaixo. Vale ressaltar que a apresentação dos números porextenso é tão somente para não restar dúvidassobre a quantidade de esgoto doméstico que produzimos.
Nessa perspectiva, multiplicando 58.400 (produção por habitante anual de esgotodoméstico) vezes 243.120 (tamanho da população urbana de Petrolina), estima-se que a cidade de Petrolina produz em média 14.198.208.000 (quatorze bilhões e cento e noventa e oito milhões e duzentos e oito mil) litrosde esgoto doméstico por ano, dos quais 17.747.760 (dezessete milhões e setecentos e quarenta e sete mil e setecentos e sessenta) litrossão de fezes e outros 26.601.640 (vinte e seismilhões e seiscentos e um mil e seiscentos e quarenta) litros são de urina e outros14.153.838.600 (quatorze bilhões e cento e cinquenta e três milhões e oitocentos e trinta e oito mil e seiscentos) litros são de águas poluídas.
É público e notório que parte destes esgotos sãolançados nas águas do Rio São Francisco totalmente in natura, principalmente os que sãoproduzidos na região Central da Cidade, os quais são lançados em uma área de refluxo de correntes, área esta onde proliferam-se as Baronesas, e a outra parte dos esgotos recebemapenas o tratamento de decantação dos sólidosantes de serem lançados em diversos pontos do Rio São Francisco.
Diante do exposto, acredita-se que o problemanão são as Baronesas e sim o lançamento diretode esgotos domésticos nas águas do Rio São Francisco, os quais, diga-se de passagem, estãosendo decantados dentro do próprio Rio, ou seja, onde tem Baronesas em cima da água é por que tem fezes decantadas embaixo delas, que assoreiam aquela área.
Este é um problema ambiental, social e atémesmo econômico que deve ser encarado pela Sociedade Civil e resolvido pelo Poder Público. Poder este, que ao contrário, vem historicamenteatuando no fomento e incentivo do crescimentopopulacional e econômico da cidade de Petrolinasem prover a respectiva infraestrutura urbananecessária para suportar tais crescimentos e prestar serviços públicos de qualidade.
Todavia, as alternativas para mitigar ou solucionaro problema exige das autoridades públicas açõesde desenvolvimento urbano planejadas, fundamentadas em técnicas comprovadamenteeficazes e com acompanhamento de profissionaisqualificados.
Contudo, parece-me que por mais que tenha boas intenções, as autoridades públicas ainda nãoencontraram, ou se já encontraram, ainda nãoaplicaram as medidas mitigadoras e corretivasadequadas, muito pelo contrário, vem realizandoum desmatamento mecanizado dos capins que protegem as margens do Rio São Francisco contra o assoreamento.
Até quando teremos que conviver com essasituação ? Quem irá encarar o real problema e resolvê-lo ? Até quando o Rio São Francisco aguentará tanta agressão ? Até quando a Sociedade Civil de Petrolina e região irá permitiresse modelo de crescimento insustentável ? Onde iremos chegar ?
Será que iremos nadar na merda ?
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